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Migrando do Windows 10 para linux Mint 19.1 Mate

Figura Windows 10 vs Linux Mint 19.1 MATE.

Figura Windows 10 vs Linux Mint 19.1 MATE.

Figura Windows 10 vs Linux Mint 19.1 MATE.
Figura Windows 10 vs Linux Mint 19.1 MATE.

Este post tem como propósito demonstrar e documentar a migração de instalação de Windows 10 para Linux Mint 19.1 “Tessa” MATE. As diferenças e becos sem saída de como instalar softwares e da nova interface. Sou iniciante não tão iniciante em Linux 😀 … então se você é iniciante este Post pode te ajudar. Vamos lá.

>>Porque o Linux Mint MATE ?

A escolha é sua…mas nesse caso foi minha… =P. Testei Ubuntu 18.4, ubuntu Mate, Kubuntu, Mint Cinnamon e entre eles o mais leve e próximo de um windows foi este. Algumas opções de cliques com direito e algumas telas para configurar coisas que nos outros só podem se feitas no shell.

>>Como testar as Distros Linux?

Comece (ainda no Windows) criando pendrive bootável através do YUMI. Vá no site do Linux Mint e baixe a versão Linux Mint 19.1 “Tessa” MATE. Você vai precisar de um Pendrive com no mínimo 4GB (preferência 16GB pois permite instalar várias versões do linux e até do Windows). Execute o YUMI e adicione as distros (versões do linux) que desejar. Dica: você pode adicionar/remover quantas distribuições couberem no pendrive e inclusive a qualquer momento, é so abrir o YUMI e executar a a tarefa. Com isso você pode adicionar para testar o Ubuntu, kubuntu, Mint Cinnamon, etc. Dica 2: Com esse pendrive você pode testar o sistema sem instalar e com isso verificar detalhes como funcionamento de wifi etc.

>>E os programas que uso no Windows ?

Procure saber quais os softwares Windows que mais usa e quais os Linux que poderiam ser usados no lugar deles. Exemplo: usar o VLC para música/vídeo, libreOffice no lugar do MS Office (há também a opção de instalar o MS Office no linux…) , Firefox, Chrome, Ultimaker Cura possui versão linux, etc… Ou seja, você pode dentro do Windows ir instalando softwares que possuem versões Linux e com isso ir se acostumando até o ponto de ter raiva com problemas do Ruindows… e migrar de vez.

>>Como se instala aplicativos no LINUX ?

Na verdade esse é um ponto tenso. Para a maioria dos mortais… a maneira desejada seria apenas: baixar um arquivo, dois cliques, next, next next, … Finalizar. Tadaaaa… temos atalhos criados e associação com os arquivos para serem abertos pelo novo programa.

  • Gerenciador de aplicativos. Na maioria das distros Linux podemos usar o gerenciador de aplicativos. Ele lembra muito uma Play Store da vida… mas a parte ruim da história é que a maioria dos programas estão desatualizados. Isso implica em ter de usar um outro caminho para instalar os aplicativos atualizados. Ou seja, ir no site do desenvolvedor e baixar. Isso implica em se deparar com instaladores diferentes e de formas as vezes complicadas para instalar um programa. Abaixo algumas formas de instaladores que você pode se deparar.
  • Arquivo no formato “.deb”. No Linux Mint existe um programa para ajudar a instalar os aplicativos distribuídos no formato “.deb” o que facilita muito. O .deb vem do Debian…( Mint é baseado no Ubuntu que é baseado no Debian…). Geralmente os Linux derivados do Debian é só clicar com botão direito no arquivo e pedir para abrir com instalador de programas.
  • Arquivo no formato “tar.xz”: É uma pasta compactada com vários arquivos em seu interior. Geralmente para instalar um aplicativo desse tipo é somente descompactar, entrar na pasta descompactada e procurar por um arquivo “install.sh” no diretório principal. Em algumas distros Linux podemos dar um clique direito do mouse e escolher “executar no shell” (pense no shell como um “terminal” do windows) e assim o programa será instalado. DICA: Se não tiver essa opção, você precisa abrir o shell, navegar até a pasta através de comandos “cd nome da pasta” etc. E quando estiver na pasta pelo shell, é só executar o install.sh através do comando “./install.sh”.
  • Arquivo no formato “AppImage”: este é um formato novo no Linux. Se parecem muito com os “aplicativos portáteis do windows”, pois eles são um arquivo único, não se instalam no no sistema e possuem todas as dependências já inclusas no pacote. Para executá-los é só dar dois cliques ;). Dica: as vezes o Linux por padrão não reconhece o arquivo como executável. E exibe “Não há suporte para este tipo de pacote”, neste caso clique com o botão direito do mouse e escolha “Propriedades” e depois aba “permissões” e selecione “Permitir a execução do arquivo como um programa” e verifique se o “proprietário” possui acesso a “Leitura e escrita”. Feche a janela e agora tente abrir com 2 cliques.

Pós instalação do Linux Mint 19.1 MATE:

APARÊNCIA: Para dar uma aparência mais “Windows”… vá em “Menu> Preferências> Aparência”, selecione aba “Tema” e selecione “mint-Y-Darker-Sand”. Este tema lembra o Windows e facilita a migração “visual” da coisa. Claro que você pode escolher o tema que quiser ;).

OBS: durante a escrita deste post os programas abertos desapareceram do Painel (barra inferior), após buscas tive de “Redefinir Painel”(voltar a sua configuração original) através da ação: clicar (com botão direito) no Painel(barra do mate) e selecionar “Redefinir Painel”


>>Guia de instalação de alguns aplicativos:

Instalando o Chrome: Abra o firefox ( que já vem instalado com o Mint) e procure por Chrome no Google. Selecione pacote .DEB e selecione “abrir com o gerenciador de pacotes”.

Instalando o Ultimaker Cura: entre no site do Ultimaker Cura e “View all versions” procure pelas versões Linux. O aplicativo é fornecido com o formato “.appImage”. É só seguir os passos descritos logo acima em “Arquivo no formato AppImage”.

Instalando IDE Arduino: vá no site do Arduino, vá em downloads e baixe “Linux 64bits”. Descompacte com “extrair aqui”. No Mint é possível instalar entrando na pasta e clicando com o botão direito sobre o arquivo “install.sh” e pedindo para “executar como administrador”. Caso não tenha essa opção…siga os passos descritos anteriormente.

Instalando o Inkscape: no momento da escrita deste post estava atualizada a versão pelo “gerenciador de Aplicativos”. Então abra o gerenciador e procure por Inkscape e logo em seguida clicar em instalar.

Instalando o Kicad: No gerenciador estava com a versão 4.0.7e no site do KiCad estava em 5.0.2 e ainda descrevendo a versões 4 como velhas. Optei por instalar manualmente a versão mais nova. O primeiro comando adiciona o repositório (a grosso modo é lugar onde estão hospedados os arquivos) na nossa lista de repositórios. O segundo comando obriga nosso Linux atualizar a nossa lista local. E o terceiro comando faz a instalação. Dica: se você é novo no linux, para colar texto no terminal use “shift+ctrl+v”.

sudo add-apt-repository --yes ppa:js-reynaud/kicad-5
sudo apt update
sudo apt install kicad

Se você quiser traduzir a interface do KiCad execute o comando abaixo trocando o XX pelo código da sua nação. Ex.: Portugal ficaria “pt” e “en” para versão inglesa.

sudo apt install kicad-locale-XX

O KiCad possui muitos pacotes extras.

  • kicad-libraries: um “meta package” para as bibliotecas “symbols”, “templates”, “footprints” e “packages3d”
  • kicad-symbols: Todos os símbolos (instalado por padrão)
  • kicad-templates: Templates de projetos (instalado por padrão)
  • kicad-footprints: Todos os footprints (instalado por padrão)
  • kicad-packages3d: 3D para os footprints (instalado por padrão. Pode demorar o download)
  • kicad-demo: Projetos de demonstração (Não instalados por padrão)
  • kicad-doc-XX: Documentação. Troque o XX pelo código da sua nação. Ex.: Portugal ficaria “pt”
  • kicad-dbg: Símbolos de debug. Úteis para debugar e para desenvolvedores (Não instalado por padrão. Pode demorar o download)

Caso queira instalar qualquer item é só usar o “sudo apt install ” e o nome do pacote. O pacote “kicad-libraries” já possui as bibliotecas “symbols”, “templates”, “footprints” e “packages3d” e com apenas um comando podemos instalar todos:

sudo apt install kicad-libraries

Logo após se preferir instalar também os projetos demo e documentação…

sudo apt install kicad-demo
sudo apt install kicad-doc-en

Espero que seja útil para você este post, até breve 😉

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